terça-feira, abril 18, 2006

Esqueci??
Sim, porque nao?

O tempo passa... como uma pluma.

sexta-feira, julho 08, 2005

Sol Lá Sol Mi

Vejo meninas em totas as direções
Algumas estão de trança
Outras brincam de amarelinha e
Apenas uma conversa com um gato cinzento.

As flores estão nascendo no jardim
Todas muito coloridas
Enquanto abelhas sugam seu néctar
E espalham seu pólen.

A araponga e seu canto de batidas em ferro,
Árvores finas e entrelaçadas,
Som de água próxima,
Morros altos comprovando nossa pequenês.

- A menina ainda espera ansiosa
A chegada da borboleta azul.

quinta-feira, junho 23, 2005

Atrás da porta
Existe algo:
"O que será?"

Toco a maçaneta,
Minhas pernas tremem.
"Devo abrir?"

Meu racional diz não,
Meu sentimento diz sim.
Permaneço estática
Perante minha indecisão.

Enquanto os Anjos aguardam...

quarta-feira, maio 04, 2005

A Musa

Nos sonhos da musa
- A que tantos já cantaram -
Quase não se pensava,
Apenas em sua face
Seus cabelos,
Olhos e seios.

No intimo da musa
- A culpada por todo sofrimento alheio -
Não existia sentimento,
Apenas noites voluptuosas
De calores e gemidos.

O que fazia a musa
Além de esperar ou desdenhar?
Talvez trabalhos noturnos
Entre quatro paredes.
Entre a ponta da caneta e o papel.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

No papel branco
Brotam versos
Que falam de amores impossiveis
- Talvez possiveis.

Da ponta da caneta azul
Os versos esguicham
Borrando de amor todo o papel
Que já foi branco.

quarta-feira, janeiro 19, 2005

A poesia sofre as dores do poeta
O papel apara suas lágrimas
- a poesia chora junto.

As lembranças são
Bem lembradas pela poesia
- ela se nutre de melancolia.

A alegria?
Essa o poeta não divide
- Poesia não rima com alegria.

quarta-feira, dezembro 22, 2004

A fadinha sopra bolhas de sabão
- as bolhas saem de sua propria boca.

Elas se transformam em peixes, flores e borboletas,
mas estouram com o mais delicado dos toques.

Brilham verde, rosa, perolado
E vão sumindo...

Tchublec Tchublin!

O que é te ver?

É inspirar um jardim florido
- Aqueles onde as fadas dançam.

É encontrar onde me perdi
- Nos seus olhos, nos seus braços.

É relembrar de quem sou
- Minha essência mais pura.
posso até dizer que gosto dela...
que passo horas a observando
e que a adimiro por algumas coisas.
mas digo que não!
então rasgo, amasso e jogo no lixo.

terça-feira, novembro 09, 2004

Dois

De dois em dois
Chega-se ao infinito

Nós dois - alma e corpo
Multiplos em um baile astral

Duas vidas
Unidas em uma só.

quinta-feira, novembro 04, 2004

Aos poucos as coisas perdem o seu significado
E chega a hora de reconhecer o FIM,
Sem deixa-lo que abafe o RECOMEÇO.

quarta-feira, setembro 29, 2004

Esse também é antigo, mas não lembro quando fiz... Gosto de encontrar essas coisas :)


Sombras assombram
Nessa escuridão vasta
Mal posso enxergar minha mão

Ouço apenas,
Gritos de desespero
Esvaindo-se no breu.

Como dar um passo,
Se não posso saber com clareza
Onde vou pisar?
Achei esse poema que fiz em janeiro de 2003... Não acho bom, mas vale posta-lo aqui.

Aborto

Aborto minhas idéias
Elas gemem
As arranco com força e crueldade
Eu não as quero!

- O que seria de mim se as tevessem dado luz?

Eu não as quero!
Elas gemem...

As arranco com força e crueldade.
De mim... De mim...
Elas não podem viver!

Aborto...
Ainda doi... E como doi!

segunda-feira, setembro 06, 2004

Recaida.
Um trago em um vinho barato:
Busco ilusões para entorpecer meus dias.

Me enforco numa corda feita de palavras,
Um poema forte e sem ritmo.
Mas ela não suporta e caio no chão.

Ninguem ouve o baque:
"O som não se propaga no vacuo"
Vacuo de ideias...

quinta-feira, agosto 26, 2004

Questionamento

De que adianta gritar,
Se ninguem ouvirá?
De que adianta ler pensamentos,
Se ninguem lerá os meus?
Quem se importará quando souber
Que meus olhos sangram e
Que em minhas veias correm lágrimas?

Não adianta repetir,
Pois só serão novas palavras
A não serem ouvidas.

Aqui as paredes são de gelo,
O chão cospe fogo,
A cama é de espinhos.
Não há saida:
As portas e janelas estão lacradas.
Minhas pernas estão podres
Minhas mãos calejadas.

Não adianta repetir,
Pois só serão novas palavras
A não serem ouvidas.

(20/08/2004)
Outra brincadeira com os ultra-românticos:

Era alta noite. Jônatas saira
Buscava frescor - enfebrecido.
Maldizia, no tédio, a negra vida:
As ilusões que ele sentirá!
Franzindo a testa, mórbido, abatido...
Blasfemando sobre o Amor e o Destino!

Impressões de TV

Sentada, apenas observo:

Muita luz
Muitas cores

Vozes e músicas mescladas a imagens animadas
Com um discreto e constante zumbido

Bons dias, boas noites
Chamadas do programa de amanhã
Pessoas de mentira me vendendo batata-frita

Enquanto minha criança matuta:
- Como todo esse mundo cabe dentro de uma caixa de brinquedo?

Impressões de uma noite

Noite morta
Abafamento
Apenas barulho de automóveis,
Ventiladores.

Retratos,
Rostos sempre sorrindo
Sorriso que já perdeu a graça.
Empoeirou.

Sapatos espalhados
Meias jogadas no chão
Muitos papéis com anotações:
Telefones, recados...

Às vezes passarinhos cantam
Luzes piscam,
Varandas acendem e apagam
"montanhas de gente"

Até os cachorros latem.

Demônios

Apenas demônios atordoando minha noite:
Eles sempre estão aqui
Achava q eles se escondiam de baixo da cama,
Mas eles me perseguem...
E quando chega a noite
Sempre me pegam e puxam o meu pé.

Demônios rondam minha noite
Tento esquecê-los em alguma bebida ou num canto qualquer
Mas eles sempre chegam e me fazem ter medo de dormir
Sussurram lamúrias... e tapam meu nariz.

Desejo

Desejo?!
Nada de desejos por hoje
Nada de vontades estúpidas carnais.

Poderia querer um beijo
Envolvê-lo com minhas pernas
Segurar sua cabeça contra meus seios...

Mas não, nada de desejos.

Sonhos frustrados. Almas roubadas.
Promessas traídas.
Falta de amor...
Proprio?! Carnal?! Materno?!

(...)

-Será q ele vem?

Banalidade

Me pego novamente pensando em cicuta

ojeriza-me a vida

Lambo paredes
Rastejo em terra fofa

Sucumbo.

Não tenho medo de baratas
Nem tenho planos para o futuro

Disfarço minhas crenças,
Pego um atalho banal

Medo de dormir

Medo de dormir
Embebedando-se de pensamentos sem lógica alguma,
Até não ver e ouvir nada...
Quem estará olhando (orando) para mim?

Teorias e fantasias excretadas,
Fétidas!
Podres de tão mal cultivadas nas entranhas de um qualquer
"Isso é meu!"

Não adianta chorar,
Não adianta gritar,
Não adiantar sangrar.
Choro,
Grito,
Sangro.
"Nada aconteceu, meu bem!"

Escondo-me atrás daquela porta:
Ninguém vê
Eu não me vejo.
E me perco ali...
Naquela rua.
Olhos profanos
Amor vil!
A cada palavra um escárnio.

Seu gosto? O do vinho mais acre!
Seu perfume? O da mais fétida rosa!

Vem como anjo,
Parte como diabo!

-Oh, Triste lembrança de ter me deitado em seus braços!


(Essas coisas sempre saem depois de ler algum ultra-romantico rsss!)