quarta-feira, setembro 29, 2004

Esse também é antigo, mas não lembro quando fiz... Gosto de encontrar essas coisas :)


Sombras assombram
Nessa escuridão vasta
Mal posso enxergar minha mão

Ouço apenas,
Gritos de desespero
Esvaindo-se no breu.

Como dar um passo,
Se não posso saber com clareza
Onde vou pisar?
Achei esse poema que fiz em janeiro de 2003... Não acho bom, mas vale posta-lo aqui.

Aborto

Aborto minhas idéias
Elas gemem
As arranco com força e crueldade
Eu não as quero!

- O que seria de mim se as tevessem dado luz?

Eu não as quero!
Elas gemem...

As arranco com força e crueldade.
De mim... De mim...
Elas não podem viver!

Aborto...
Ainda doi... E como doi!

segunda-feira, setembro 06, 2004

Recaida.
Um trago em um vinho barato:
Busco ilusões para entorpecer meus dias.

Me enforco numa corda feita de palavras,
Um poema forte e sem ritmo.
Mas ela não suporta e caio no chão.

Ninguem ouve o baque:
"O som não se propaga no vacuo"
Vacuo de ideias...